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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 02:53:59 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cláudio Magris um dos meus autores preferidos está lançado novo livro, em entrevista concedida ao Estadão ele falou também da cituação atual da Europa. Clica aqui
       <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1566&subd=oagui&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Cláudio Magris um dos meus autores preferidos está lançado novo livro, em entrevista concedida ao Estadão ele falou também da cituação atual da Europa. Clica <a href='http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091108/not_imp462849,0.php'>aqui</a></p>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 17:39:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agui</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#62;
Anselmo, faça cinema, por favor!
Planos cortados e beijos em PB
Tente filmar o que você sente!
Não enquadre a cena, focalize o fundo, quebre a narrativa
e distorça o mundo
No negativo pinte traços de cores em tons pastéis
Peça ajuda ao Gláuber e convide a Lygia
para almoçar numa terça-feira e lhe contar os seus lamúrios
de burguesa
Jean-Luc Godard desfez o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1560&subd=oagui&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>&gt;<img src="http://oagui.files.wordpress.com/2009/11/anselmo-duarte.jpg?w=419&#038;h=288" alt="Anselmo Duarte" title="Anselmo Duarte" width="419" height="288" class="alignnone size-full wp-image-1559" /></p>
<p>Anselmo, faça cinema, por favor!<br />
Planos cortados e beijos em PB<br />
Tente filmar o que você sente!<br />
Não enquadre a cena, focalize o fundo, quebre a narrativa<br />
e distorça o mundo<br />
No negativo pinte traços de cores em tons pastéis<br />
Peça ajuda ao Gláuber e convide a Lygia<br />
para almoçar numa terça-feira e lhe contar os seus lamúrios<br />
de burguesa<br />
Jean-Luc Godard desfez o mar e Buñuel também foi Deus</p>
<p><a href='http://www.myspace.com/luisamandouumbeijo'>luisa mandou um beijo&lt;/a</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oagui.wordpress.com/1560/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oagui.wordpress.com/1560/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oagui.wordpress.com/1560/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oagui.wordpress.com/1560/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oagui.wordpress.com/1560/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oagui.wordpress.com/1560/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oagui.wordpress.com/1560/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oagui.wordpress.com/1560/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oagui.wordpress.com/1560/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oagui.wordpress.com/1560/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1560&subd=oagui&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 20:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agui</dc:creator>
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O que faz de um filme uma obra prima? O que torna um diretor de cinema um gênio? Essas são perguntas que quase sempre se fazemos quando assistimos as bobagens que assolam os cinemas ou mesmo em casa diante de um filme na tv ou o dvd que você comprou ou locou. Mas é o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1554&subd=oagui&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://oagui.files.wordpress.com/2009/11/atalante-1934-07-m.jpg?w=300&#038;h=219" alt="atalante-1934-07-m" title="atalante-1934-07-m" width="300" height="219" class="alignnone size-medium wp-image-1555" /></p>
<p>O que faz de um filme uma obra prima? O que torna um diretor de cinema um gênio? Essas são perguntas que quase sempre se fazemos quando assistimos as bobagens que assolam os cinemas ou mesmo em casa diante de um filme na tv ou o dvd que você comprou ou locou. Mas é o tipo de questão que não consideramos quando vemos por exemplo <em> Citizen kane</em> de Orson Wells, <em>L&#8217;aventura</em> de Antonioni, <em> O ano passado em Marienbad</em> de Alain Renais e o <em><strong>Atalante</strong></em> de Jean Vigo, cartaz deste sábado no Projeto Um Outro Olhar. Quem ama o cinema saberá  no momento em que as imagens dislumbrantes desse clássico frances começam a iluminar nossos olhos que se trata de uma obra vigorosa e que seu diretor mesmo que você não saiba ao certo quem ele é ou a sua trajetória tinha um talento descomunal para evocar através de imagens e dos movimentos de suas personagens os sentimentos de um grande amor. O &#8220;Atalante&#8221; é um desses filmes incontornáveis da história do cinema, um dos maiores e dos mais influentes. No seu enrendo é menos uma história que ele conta e mais a evolução dos sentimentos de Jean e Juliete que se casam e vão morar numa barcassa de nome atalante. Na convivência com o marido, um velho marinheiro de hábitos rudes Jule e uma penca de gatos, Juliete vai descobrir as dificuldades da relação mas também a medida do encanto que o amor pode trazer. Juliete é a lendária Dita Parlo atriz alemã que faria depois <em>A Grande Ilusão</em> de Renoir, Jule é Michel Simon um dos símbolos do cinema frances que não tinha mais de quarenta anos na época, mas parecia já na casa dos sessenta. Jean é Jaen Dasté que vimos recentemente em outro Renoir <em>A Besta Humana</em>. O ano é 1934 e Jean Vigo muito doente chegou a dirigir o filme numa maca morreria poucos messes depois do lançamento de O Atalante numa cópia mutilada pelos produtores. Vigo é uma lenda do cinema, em 1933 ficara famoso com o polêmico &#8220;Zero em comportamento&#8221; que mostrava a revolta de estudantes num internato e que foi proibido na frança. Só em 1990 o Atalante original de Vigo foi restaurado e lançado, um filme mítico e referência para François Truffaut que o amava e toda a <em>Nouvelle Vague</em>. A direção de fotografia que é uma verdadeira aula sobre o preto e branco é do grande Boris Kaufman o russo que depois iria para os estados unidos fotografar para Otto Premingen  e fazer <em>Sindicato de ladrões</em> de Elia Kazan pelo qual ganharia um oscar. Contudo é sempre necessário  sempre dizer que meras palavra s não dão conta do sublime que há em O Atalante, o melhor é ver o filme e se deliciara com a ousadia e a genialidade de Jean Vigo que deixou apenas quatro filmes para a posteridade, dois cutas, um média e um longa metragem. E é literalmente isso que vemos em O Atalante, a posteridade, um filme absolutamente moderno para aquele ano de 1934. O Atalante será exibido neste sábado no Auditório Hélio Moreira às oito da noite, a entrada é franca e a classificação é 14 anos.</p>
<p><strong>Paulo Campagnolo</strong></p>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 03:46:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agui</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Começa hj (06) e vai até o próximo dia 14 uma Mostra de Cinema Contemporâneo Francês organizado pelo SESC-PR em comemoração ao ano da França no Brasil. Confira aí a programação:
- dia 06 sexta às sete da noite no auditório do LAAP-Bloco H-35 sala 02 UEM-Câmpus-Sede. &#8216;Povoado Number One&#8217; de Rabah Ameur-Zaimèche. Com Jeanne Balibar, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1543&subd=oagui&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://oagui.files.wordpress.com/2009/11/francaise.png?w=250&#038;h=153" alt="française" title="française" width="250" height="153" class="alignnone size-full wp-image-1551" /></p>
<p>Começa hj (06) e vai até o próximo dia 14 uma <strong>Mostra de Cinema Contemporâneo Francês</strong> organizado pelo SESC-PR em comemoração ao ano da França no Brasil. Confira aí a programação:</p>
<p>- dia 06 sexta às sete da noite no auditório do LAAP-Bloco H-35 sala 02 UEM-Câmpus-Sede. &#8216;Povoado Number One&#8217; de Rabah Ameur-Zaimèche. Com Jeanne Balibar, Rabah-Ameur Zaimèche. </p>
<p>- dia 07 Sábado às seis da tarde no auditório do Senac &#8216;A Esquiva&#8217; De Abdelattif Kechiche. Com Osman Elkharraz, Sabrina Ouazani, Sara Forestier. Filme ganhador de 5 César, incluindo o de Melhor Filme e Melhor Diretor.</p>
<p>- dia 09 Segunda às sete da noite no auditório Ney Marques -UEM &#8216;O último dos loucos&#8217; De Laurent Achard. Com Dominique Reymond, Mathias Mlekuz.</p>
<p>- dia 10 Terça às sete da noite no auditório Ney Marques -UEM &#8216;Assassinas&#8217; de Patrick Grandperret.</p>
<p>dia 12 Quinta às cinco da tarde no auditório Ney Marques -UEM &#8216;Até já&#8217; de Benoit Jacquot.</p>
<p>dia 13 Sexta às cinco e meia da tarde no auditório Ney Marques -UEM &#8216;Tudo Perdoado&#8217;de Mia Hansen-Love.</p>
<p>e dia 14 Sábado às três da tarde no auditório Senac &#8216;A França&#8217; de Serge Bozon e às cinco &#8216;De volta a Normandia&#8217; de Nicolas Philibert.</p>
  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/oagui.wordpress.com/1543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/oagui.wordpress.com/1543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/oagui.wordpress.com/1543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/oagui.wordpress.com/1543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/oagui.wordpress.com/1543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/oagui.wordpress.com/1543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/oagui.wordpress.com/1543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/oagui.wordpress.com/1543/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/oagui.wordpress.com/1543/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/oagui.wordpress.com/1543/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1543&subd=oagui&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 22:43:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>agui</dc:creator>
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Se, como se diz o adágio, todos os escritores russos &#8220;vieram do &#8216;Capote&#8217; de Gogol, vale lembrar que este capote foi arrancado dos ombros daquele pobre funcionário justamente em São Petersburgo, no início do século XIX. O tom, porém, foi dado pelo &#8220;Cavaleiro de Bronze&#8221; de Puchkin, cujo herói, um funcionário público subalterno, depois de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oagui.wordpress.com&blog=1491878&post=1539&subd=oagui&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://oagui.files.wordpress.com/2009/11/joseph-brdsky1.jpg?w=273&#038;h=400" alt="" title="" width="273" height="400" class="alignnone size-full wp-image-1541" /></p>
<p>Se, como se diz o adágio, todos os escritores russos &#8220;vieram do &#8216;Capote&#8217; de Gogol, vale lembrar que este capote foi arrancado dos ombros daquele pobre funcionário justamente em São Petersburgo, no início do século XIX. O tom, porém, foi dado pelo &#8220;Cavaleiro de Bronze&#8221; de Puchkin, cujo herói, um funcionário público subalterno, depois de perder sua amda numa enchente, acusa de negligência a estátua equestre do imperador (não tinha construído diques) e enlouquece quando vê o czar Pedro, irado, saltando do pedestal montado em seu cavalo e correndo em sua direção para atropelá-lo, a ele, que o ofendia. (Esta podia ser, é claro, uma história simples sobre a rebelião de um homem pequeno contra o poder arbitrário, ou sobre a mania de perseguição, sobre a oposição entre o subconsciente e o superego, e assim por diante, não fosse pela magneficiência dos próprios versos &#8211; os melhores jamais escritos em homengem a esta cidade, com  a exceção dos de Ossip Mandelstam, que foi literalmente esmagado no solo do Império um século depois de Puchkin ter sido morto num duelo.) De qualquer maneira, no começo do século XIX, São Petersburgo já era a capital das letras russas, um fato que tinha muito pouco a ver com a presença efetiva da corte na cidade. Afinal, Moscou havia sido a sede da corte durante séculos, e nem por isso qualquer coisa havia sido produzida lá. A razão para essa súbita irrupção do poder criativo foi, outra vez, acima de tudo geográfica. No contexto da vida russa daqueles dias, o surgimento de São Petersburgo foi semelhante à descoberta do Novo Mundo: deu aos homens reflexivos do período uma oportunidade para examinarem-se a si mesmos e à nação como se olhassem de fora para dentro. Em outras palavras, esta cidade deu-lhes a possibildade de objetificar o país. A noção de que a crítica é mais válida quando vinda de fora ainda é muito popular hoje em dia. Então, realçado pelo caráter utópico e alternativo &#8211; ao menos visualmente &#8211; da cidade, ela instilou naqueles que foram os primeiros a tomar da pena um sentido da autoridade quase inquestionável de seus pronunciamentos. Se é verdade que todo escritor precisa desligar-se de sua experiência para ser capaz de comentá-la, a cidade, prestando-lhe este serviço de afastamento, poupava-lhes o imcômodo de uma viagem. </p>
<p><strong>Joseph Brodsky</strong>, &#8220;Menos Que Um&#8221;, tradução: Sergio Flaksman.</p>
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