
Será encaminhado ao congresso este ano um projeto que visa mudar a lei 11.343 anti-drogas. Trata-se de oferecer penas alternativas para quem for flagrado pela polícia vendendo pequena quantidade, estiver desarmado e não haver ligação comprovada com o crime organizado. Pesquisa realizada pela UFRJ e pela UNB, financiada pelo Ministério da Justiça, mostraram que 66,99% dos presos por tráfico de drogas são réus primários e apresentam bons antecedentes. Pessoas com esse perfil, no período em que ficam presas, ou à espera de julgamento, quando já condenadas, acabam arregimentadas no presídio por organizações criminosas. Para Pedro Abramovay, secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça “O que estamos fazendo com a maior parte deles, e hoje são 80 mil, é entregá-los de mão beijada para o crime organizado, depois de um ano e pouco que passam na prisão. Isso está equivocado, temos de restringir a atuação da polícia e o sistema penitenciário para os grandes.
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